segunda-feira, 17 de maio de 2010

SAMURAI













KANJI PARA :SAMURAI.

Os samurais eram como soldados da aristocracia do Japão entre 1100 e 1867. Com a restauração Meiji a sua era, já em declínio, chegou ao fim. Suas principais características eram a grande disciplina, lealdade e sua grande habilidade com a katana.

Breve história dos samurais
Os Samurais existiram por quase 8 séculos (século VIII ao XV), ocupando o mais alto status social porquanto existiu o governo militar nipônico denominado Shogunato. Pessoas treinadas desde pequenos para seguir o Bushido, o caminho do guerreiro.

O samurai era uma pessoa muito orgulhosa, tanto que se seu nome fosse desonrado ele executaria o seppuku, pois em seu código de ética era preferível morrer com honra a viver sem a mesma.

Seppuku, suicídio honrado de um samurai em que usa uma tanto (faca) e com ela enfia no estômago e puxa para cima cortando tudo o que tem por dentro. Uma morte dolorosa e orgulhosa.

Inicialmente, os samurais eram apenas coletores de impostos e servidores civis do império. Era preciso homens fortes e qualificados para estabelecer a ordem e muitas vezes ir contra a vontade dos camponeses.

Posteriormente, por volta do século X, foi oficializado o termo "samurai", e este ganhou uma série de novas funções, como a militar. Nessa época, qualquer cidadão podia tornar-se um samurai, bastando para isso adestrar-se no Kobudo (artes marciais samurais), manter uma reputação e ser habilidoso o suficiente para ser contratado por um senhor feudal. Assim foi até o xogunato dos Tokugawa, iniciado em 1603, quando a classe dos samurais passou a ser uma casta. Assim, o título de "samurai" começou a ser passado de pai para filho.

O samurai mais famoso de todos os tempos foi Miyamoto Musashi, um guerreiro que veio do campo, participou da batalha de Sekigahara e iniciou um longo caminho de aperfeiçoamento. Ele derrotou os Yoshioka em Edo (Atual Tokyo) e venceu o grande Sasaki Kojiro, outro grande samurai.

Pelo fim da era Tokugawa, os samurais eram burocratas aristocráticos ao serviço dos daimyo, com as suas espadas servindo para fins cerimoniais. Com as reformas da era Meiji, no final do século XIX, a classe dos samurais foi abolida e foi estabelecido um exército nacional ao estilo ocidental. O rígido código samurai, chamado bushido, ainda sobrevive, no entanto, na atual sociedade japonesa, tal como muitos outros aspectos do seu modo de vida.

Os Samurais, como classe social, deixaram de existir em 1868, com a restauração Meiji, quando o imperador retomou o poder do país.

Seu legado continua até nossos dias, influenciando não apenas a sociedade japonesa, mas também o ocidente.

Nomenclatura
O nome "samurai" significa, em japonês, "aquele que serve". Portanto, sua maior função era servir, com total lealdade e empenho, o Imperador. Em troca disso recebiam privilégios terras e/ou pagamentos, que geralmente eram efetuados em arroz, numa medida denominada koku (200 litros).

Um termo mais apropriado para Samurai é bushi (武士) (significando literalmente "guerreiro ou homem de armas") que era usado durante o período Edo. No entanto, o termo "Samurai" refere-se normalmente à nobreza guerreira e não por exemplo à infantaria alistada. Um samurai sem ligações a um clan ou daimyō era chamado de ronin (literalmente "homem-onda"). Rōnin são também samurais que largaram a sua honra ou aqueles que não cumpriram com o seppuku, que significa dividir a barriga, de modo a repor a honra do seu clã ou família. Samurais ao serviço do han eram chamados de hanshi.

Era esperado dos Samurais que eles não fossem analfabetos e que fossem cultos até um nível básico, e ao longo do tempo, durante a era Tokugawa (também chamada de período Edo), eles perderam gradualmente a sua função militar.

Tal relação de suserania e vassalagem era muito semelhante à da Europa medieval, entre os senhores feudais e os seus cavaleiros. Entretanto, o que mais difere o samurai de quaisquer outros guerreiros da antiguidade é o seu modo de encarar a vida e seu peculiar código de honra e ética.

Após tornar-se um bushi (guerreiro samurai), o cidadão e sua família ganhavam o privilégio do sobrenome. Além disso, os samurais tinham o direito (e o dever) de carregar consigo um par de espadas à cintura, denominado "daishô": um verdadeiro símbolo samurai. Era composto por uma espada curta (wakizashi), cuja lâmina tinha aproximadamente 40 cm, e uma grande (katana), com lâmina de 60 cm.

Todos os samurais dominavam o manejo do arco e flechas. Alguns usavam também bastões, lanças e outras armas como a foice e corrente(kusarigama)e jutte.

Eram chamados de ronin os samurais desempregados: aqueles que ainda não tinham um daimyo para servir ou quando o senhor dos mesmos morria ou era destituído do cargo.

Os samurais obedeciam a um código de honra não-escrito denominado bushidô (caminho do guerreiro). Segundo esse código, os samurais não poderiam demonstrar medo ou covardia diante de qualquer situação.

Havia uma máxima entre eles: a de que a vida é limitada, mas o nome e a honra podem durar para sempre. Por causa disso, esses guerreiros prezavam a honra, a imagem pública e o nome de seus ancestrais acima de tudo, até da própria vida.

A morte, para o samurai, era um meio de perpetuar a sua existência. Tal filosofia aumentava a eficiência e a não-hesitação em campos de batalha, o que veio a tornar o samurai, segundo alguns estudiosos, o mais letal de todos os guerreiros da antiguidade.

Talvez o que mais fascine os ocidentais no estudo desses lendários guerreiros é a determinação que eles tinham em freqüentemente escolher a própria morte ao invés do fracasso. Se derrotados em batalha ou desgraçados por outra falha, a honra exigia o suicídio em um ritual denominado harakiri ou seppuku. Todavia, a morte não podia ser rápida ou indolor. O samurai fincava a sua espada pequena no lado esquerdo do abdômen, cortando a região central do corpo, e terminava por puxar a lâmina para cima, o que provocava uma morte lenta e dolorosa que podia levar horas. Apesar disso o samurai devia demonstrar total autocontrole diante das testemunhas que assistiam ao ritual. No entanto, dispunham de um assistente neste momento, que deceparia sua cabeça ao menor sinal de fraqueza para que sua honra fosse igualmente preservada. Normalmente eram escolhidas pessoas próximas (familiares, amigos) da pessoa que estava cometendo o suppuku para ajudar como assistente. Tal "cargo" era considerado de grande honra.

A morte, nos campos de batalha, quase sempre era acompanhada de decapitação. A cabeça do derrotado era como um troféu, uma prova de que ele realmente fora vencido. Por causa disso, alguns samurais perfumavam seus elmos com incenso antes de partirem para a guerra, para que isso agradasse o eventual vencedor. Samurais que matavam grandes generais eram recompensados pelos seus daimyo, que lhe davam terras e mais privilégios.

Ao tomar conhecimento desses fatos, os ocidentais geralmente avaliam os samurais apenas como guerreiros rudes e de hábitos grosseiros, o que não é verdade. Os samurais destacaram-se também pela grande variedade de habilidades que apresentaram fora de combate. Eles sabiam amar tanto as artes como a esgrima, e tinham a alfabetização como parte obrigatória do currículo. Muitos eram exímios poetas, calígrafos, pintores e escultores. Algumas formas de arte como o Ikebana (arte dos arranjos florais) e a Chanoyu (arte do chá) eram também consideradas artes marciais, pois treinavam a mente e as mãos do samurai.

O caminho espiritual também fazia parte do ideal de homem perfeito que esses guerreiros buscavam. Nessa busca os samurais descobriram o Zen-budismo, como um caminho que conduzia à calma e à harmonia.

Os samurais eram guerreiros que davam muita importância ao seu clan (família) por isso se algum membro da família do samurai morresse por assassinato ele teria que matar o assassino para assim reconquistar sua honra.

"Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece mas não conhece o inimigo, para cada vitória, sofrerá uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas..." - A Arte da Guerra, Sun Tzu -> Sun Tzu erá chines, e não tem qualquer relação com os samurais.

"Para ser considerado guerreiro, é preciso aprender a aceitar a própria morte de forma corajosa e natural." - O Livro dos Cinco Anéis, Miyamoto Musashi

Artes marciais dos Samurais
Se numa classe guerreira qualquer há preocupação com o treinamento militar, imagine para os samurais! Através das artes marciais, era fortalecida tanto a sua técnica quanto o seu espírito. Mais do que acertar um alvo com sua flecha ou cortar algo com sua espada, um samurai sempre visava refinar seu espírito, com a autodisciplina e o autocontrole, para assim estar sempre preparado para as situações mais adversas possíveis.

Tal preocupação com o espírito que ajudou as artes Samurai a se salvar de sua extinção na Restauração Meiji (época em que os samurais viraram burocratas a serviço do governo). O Kobudo, como são conhecidos os estilos de combate criados pelos samurais ainda é praticado até nossos dias. O Kobudo envolve uma grande gama de armas diferente e técnicas, como o Kenjutsu [arte de combater com espadas, Iaijutsu (arte de desembainhar a espada em combate)], Naginatajutsu (luta com alabarda), Sojutsu ou Yarijutsu (arte da lança), Jojutsu e Bojutsu (arte do bastão) e Jiujitsu (luta desarmada).

A maioria destas artes tiveram versões modernizadas (Gendai Budo) no século XX, como o Kendo, Iaido, Jodo e Judo por exemplo. Tanto o Kobudo como o Gendai Budo são praticados hoje em dia, muitas vezes se complementando.

Armadura
Uma armadura típica dos samurais era composta por diversos detalhes importantes, sofrendo mudanças de acordo com o período histórico, o clã e a classe do samurai. As usadas para batalhas a cavalos, chegavam a pesar até quarenta quilos.[1]

Suneate: Duas lâminas verticais presas na canela por juntas ou correntes.

Haidate: Protetor de coxas, com a parte inferior sobreposta de lâminas de metal ou couro.

Yugate: Luvas feitas de couro.

Kotê: São as mangas que protegiam os antepraços e punhos, poderiam ser feitas de diversos materiais, como tecido, couro ou lâminas de metal.

Dô: Protetor para o abdômem.

Kusazuri: Um tipo de saia feita de lâminas de metal presas a um cinto de couro e amarradas no Dô, servia para proteger o quadril e as coxas.

Uwa-obi: Cinto feito de linho e algodâo que amarrava o Dô.

Sode: Protetor de ombros feito de lâminas de metal.

Hoate: Máscara que variavam muito de modelo, conforme o período.

Kabuto: Capacete, que também variavam muito de modelo, conforme o período. Simbolizavam o poder e status do samurai.

O Dia do Samurai
É comemorado no dia 24 de abril, data de aniversário do mestre Sensei Jorge Kishikawa, o principal introdutor das artes samurai tradicionais no Brasil, o Kobudo (também chamado Koryu Budo).

O Sensei Jorge Kishikawa introduziu estas artes no Brasil em 1993 com a fundação do Instituto Cultural Niten, hoje presente em todas as regiões do Brasil, na Argentina e no Chile. Conta com mais de 800 praticantes.

Para ser reconhecido como Kobudo, um estilo precisa necessariamente ter sido fundado antes de 1868, ano da restauração Meiji, e possuir documentos que suportem esta afirmação. No Japão existe a Nihon Kobudo Kyokai e a Nihon Kobudo Shinkokai, associações que mantém registro destes estilos.

No Brasil atualmente estes requisitos somente são atendidos por estilos ensinados no Instituto Niten. Existem relatos de praticantes de outros estilos de Kobudo que migraram para o Brasil na década de 1950, porém atualmente não há registros destas práticas acontecendo em outro local além do Instituto Niten.

O Dia do Samurai é data oficial nos calendários das cidades de São Paulo (a metrópole onde se concentra o maior número de descendentes japoneses fora do Japão), Ribeirão Preto, cidade considerada como o berço da imigração japonesa no Brasil, Brasília, Piracicaba e em todo o estado do Paraná...

O Samurai na sociedade japonesa
Os samurais eram treinados militarmente desde a infância, e formavam uma casta respeitadíssima e hereditária. Moldados no treinamento e educação espartanos, sua conduta era rígida e baseada num código restrito chamado Bushido (o caminho guerreiro), que enfatizava as qualidades de lealdade, bravura e resistência. Quando derrotados ou desonrados, praticavam o Seppuku, o suicídio sagrado e ritualístico, em que o guerreiro abria o próprio ventre com uma faca.

A Sociedade Japonesa, durante o período do xogunato, abaixo dos nobres, dos senhores feudais e dos grandes líderes militares, dividia-se em 4 classes principais: samurais, lavradores, artesãos e mercadores. Os samurais, a classe dos guerreiros, que compreêndia cerca de 3 a 8 por cento do total da população, destacava-se como casta por poder portar armas legalmente, as quais eram probidas ás outras pessoas; a eles, samurais, quais cabiam a responsabilidade de manter a ordem.

Os samurais tinham privilégios, como o livre direito de ação; diante deles, em certas ocasiões, as pessoas das classes mais baixas deviam lhes reverenciar, como ato de respeito. Por lei, um direito chamado kirisute gomen dava a um samurai o poder de eliminar com sua espada qualquer um das castas mais baixas que não o respeitasse. Os samurais, como casta, terminaram com a extinção do feudalismo.

Sem ter a quem servir, entraram na luta contra o império, numa série de revoltas iniciadas em 1870, que foram abafadas pelo exército imperial. Os sobreviventes das revoltas, homens com séculos de orgulho, honra e cultura guerreira, se degradaram e terminaram seus dias com bandoleiros ou mendigos.

Casamento samurai
Geralmente o casamento era arranjado pelos pais, com o consentimento silencioso dos jovens. Mas, também não se descartava a hipótese dos próprios jovens arrumarem seus pretendentes. Na maioria dos casos segundo os velhos costumes, as preliminares eram confiadas a um (uma) intermediário(a).

Nas famílias dos samurais, a monogamia tornou-se regra, mas no caso de esterilidade da mulher, o marido tinha o direito de possuir uma "segunda esposa" (como na aristocracia), pertencente à mesma classe ou de casta inferior. Mas depois no século XV, esse costume acabou, no caso do casal não ter filhos e assim sendo não possuir herdeiros, recorria-se ao processo de 'yôshi' (adoção) de um parente ou de um genro. Como norma geral o casamento constituía assunto estritamente familiar e se realizava dentro dos limites de uma mesma classe.

Contudo, os interesses políticos às vezes rompiam as barreiras dos laços familiares, transformando o matrimônio em assunto de estado. Na aristocracia existiu um famoso ocorrido, o caso da família Fujiwara que a fim de manter a hegemonia da família nas altas posições junto à corte: casou suas filhas com herdeiros do trono e outros membros da família imperial. De modo semelhante, os chefes de clãs samurais promoviam políticas de alianças por meio de casamento, dando suas filhas em matrimônio a senhores vizinhos ou outras pessoas influentes.

Esposa, a mulher samurai
Na classe samurai, mesmo não tendo uma autoridade absoluta, a mulher ocupava uma posição importante na família. Quase sempre dispunha de um controle total das finanças familiares, comandando os criados e cuidando da educação dos filhos e filhas (sob orientação do marido).

Comandavam também a cozinha e a costura de todos os membros da família. Tinham a importante missão de incutir na mente das crianças (meninos e meninas), os ideais da classe samurai que eram: não ter medo diante da morte; piedade filial; obediência e lealdade absoluta ao senhor; e também os princípios fundamentais do budismo e confucionismo.

Com todas essas responsabilidades, a vida de esposa de um samurai não era nada invejável. Com muita freqüência, o samurai estava ausente prestando serviço militar ao seu senhor; e em tempo de guerra o samurai às vezes era forçado a defender seu lar, pois conforme os reveses da batalha poderiam virar alvo de ataques inimigos.

Nessas ocasiões de perigo para a família, não era difícil a mulher combater ao lado do marido, usando de preferência a 'naginata' (alabarda), arma que aprendiam a manejar desde cedo.

Mesmo não tendo o refinamento das damas da nobreza, pela qual os samurais nutriam certo desprezo, a mulher samurai possuía conhecimentos dos clássicos chineses e sabia compor versos na língua de Yamato, ou seja, no japonês puro, usando 'kana'.

As crônicas de guerra, como o 'Azuma Kagami', contam-nos que esposas de samurais lutavam na defesa de seus lares, empunhando alabarda, atirando com arco ou até acompanhando seus maridos nos campos de batalha. Essas mulheres demonstravam muita coragem ao enfrentarem o perigo sem medo.

Sem perder a feminilidade essas esposas, cuidavam de sua aparência vestiam-se com esmero; gostavam de manter a pele clara, usando batom e pintando os dentes de preto (tingir os dentes de preto era hábito de toda mulher casada), tiravam a sobrancelha e cuidavam com muito carinho dos longos cabelos escuros.

Para Saber mais:
Hagakure - O Livro do Samurai, Yamamoto Tsunetomo
O mais conhecido tratado sobre o Bushido, o código de conduta dos Samurais
Editora Conrad, 2004

Shin Hagakure - Pensamentos de um Samurai Moderno, Jorge Kishikawa
Os preceitos do Bushido adaptados para a vida moderna por Jorge Kishikawa, que foi expulso da Confederação Brasileira de Kendo, por ultrajes à cultura japonesa e ao kendo. Editora Conrad, 2004

O Livro dos Cinco Anéis - Gorin No Sho, Miyamoto Musashi
Apresentação: Shihan Gosho Motoharu
Revisão técnica e introdução: Jorge Kishikawa
O maior clássico da história do Japão, pela primeira vez traduzido para o português diretamente do original em japonês arcaico e com revisão por um mestre do Niten Ichi Ryu, o estilo de Miyamoto Musashi
Editora Conrad, 2006

Musashi, Eiji Yoshikawa
O romance mais vendido da história do Japão. Conta a história de Miyamoto Musashi, o mais famoso espadachim de todos os tempos

Referências,FONTE:
1.RIBEIRO, Patrícia. A força que vinha das espadas e armaduras. A História dos Samurais. Revista Conhecer Fantástico-6. Arte Antiga Editora. Janeiro de 2002

Espadas Japonesas





A palavra samurai significa, aquele que serve. Os samurais eram como soldados da aristocracia do Japão entre 1100 e 1867. Com a restauração Meiji a sua era, já em declínio, chegou ao fim. Suas principais características eram a grande disciplina, lealdade e sua grande habilidade com as espadas.

Durante sete séculos os shoguns e samurais tiveram seu apogeu de lutas. Quando a expansão européia na Ásia se completou, por volta do século XIX, os samurais desapareceram, porém os ensinamentos de sua arte guerreira permanecem até hoje, principalmente a mística criada em torno de suas espadas.

Conheça os principais tipos de espadas

As lâminas japonesas utilizadas pelos samurais são encontradas em 4 tipos básicos:

Tantô

Usualmente uma faca, sempre com 30 cm de comprimento, usada para trabalhos gerais, podendo até ser utilizada para a prática do harakiri (lenta e dolorosa forma de suicídio, onde o samurai cortava o ventre no sentido horizontal, da esquerda para a direita, quando sua honra estava irremediavelmente comprometida).



Wakizashi

Uma pequena espada, geralmente com medida não inferior a 45 cm de comprimento. Na tradição religiosa e guerreira do samurai, esta lâmina era utilizada para a correção dos seus próprios defeitos, podendo ser também utilizada para o harakiri e somente sendo usada para a defesa de sua vida em último caso.

Kataná

É a verdadeira espada de combate, nunca com medida inferior a 60 cm de comprimento e entendida como aquela própria para a correção dos defeitos da comunidade onde vivia o samurai.
Tachi

É a mais longa, normalmente usada quando ele estaria próximo, ou se dirigia a seu shogun. Usualmente sua lâmina deve ter um mínimo de 8 cm a mais do a katana, sendo a bainha caracterizada por ter dois anéis metálicos de sustentação, o que também possibilitava que fosse carregada nas costas.

Kataná

ESPADA JAPONESA - NIHONTÕ

Símbolo de força, de uma cultura e de um país, a espada curva japonesa é um ícone universal. Feita artesanalmente com uma técnica desenvolvida ao longo de mil e quinhentos anos, ela é internacionalmente reconhecida como a espada de mais alta qualidade já produzida pelo engenho humano, extremamente valorizada e cobiçada por colecionadores no mundo inteiro. Entre fatos e lendas a respeito deste venerado objeto, Cristiane A. Sato, colaboradora do CULTURA JAPONESA, apresenta a seguir uma introdução ao fascinante mundo da nihontõ, a espada japonesa.

ORIGENS DA ESPADA JAPONESA

Benedicto Ferri de Barros, apaixonado pesquisador da nihontõ, escreveu uma vez que "de todos os artefatos produzidos pelo homem, nenhum supera a espada japonesa em perfeição artesanal, em riqueza artística, em amplitude de significado cultural, em duração histórica, em conteúdo espiritual. Sob um ou outro desses aspectos ela poderá ser sobrepujada por uma ou outra classe de objetos; nenhuma a ultrapassa no conjunto dessas características". E ele não estava exagerando. Tão diversificado em especificidades é o assunto, que é um desafio explicar numa forma resumida algo tão complexo.

Espadas são das mais antigas armas fabricadas pela humanidade, daí que no mundo inteiro e de acordo com culturas locais a espada é um objeto ao qual se deu diferentes simbologias e significados. Via de regra, a espada representa força e poder, dado sua finalidade primeira de ser uma arma. De tal modo uma espada inspirava poder, que a humanidade passou a imputar ao objeto características similares a uma pessoa, tanto que lhe eram nomes individualizantes. No ocidente são famosas as lendas do Rei Arthur e de sua espada, Excalibur. Siegfried, lendário herói germânico, tinha a espada Balmung.

Na literatura, as espadas japonesas mais antigas de que se tem notícia são as relatadas no Kojiki, coletânea de fatos, mitos e lendas da Antigüidade japonesa, considerado o primeiro livro oficial de história do Japão, escrito em 712 d.C. Lendas xintoístas no Kojiki relatam que Amaterasu, a deusa do sol, entregou três objetos a seu neto Ninigi no Mikoto, quando o incumbiu da missão de governar o Japão. Um desses objetos foi uma espada, batizada de Kusanagi no Tsurugi. Esses três objetos - um espelho, um colar e a espada - são chamados de "Tríade Divina", ou "Os Três Tesouros Sagrados". A Kusanagi no Tsurugi é curta, com cabo e lâmina forjados numa só peça parecendo um gládio romano, e encontra-se guardada no templo de Atsuta, em Nagoya. Jimmu Tennõ, filho de Ninigi no Mikoto e historicamente considerado o primeiro imperador do Japão, herdou "Os Três Tesouros Sagrados", que desde então tornaram-se símbolos do poder imperial.

Há atualmente a idéia pré-concebida de que "espada japonesa" seja a kataná, a espada curva com corte apenas de um lado usada pelos samurais. Poucos sabem, entretanto, que na origem os japoneses usavam e fabricavam espadas bem diferentes da kataná. Aliás, existem vários tipos de espadas japonesas, além da kataná. Nos séculos VII e VI a.C., épocas em que se acredita que tenha vivido o lendário Jimmu Tennõ, os japoneses aprenderam a arte da manufatura de espadas de artesãos chineses. Assim, as espadas na Antigüidade japonesa eram feitas no estilo das espadas chinesas: longas ou curtas, mas retas e com ponta dupla (forma de flecha). Este tipo de espadas são chamadas de tsurugi. Muitas dessas espadas foram encontradas em escavações arqueológicas de túmulos do período Kofun (300 d.C. a 710 d.C.).

No século VII d.C., viveu o primeiro dos grandes mestres artesãos de espadas japonesas: Amakuni. Ferreiro do imperador Mommu Tennõ, Amakuni criou durante sua carreira uma nova forma de espadas, pronunciadamente encurvada e de ponta dupla, com corte de um só lado da lâmina virado para cima. Longa (75cm em média), usada pendurada por correntes com uma cinta, esse tipo de espada foi chamada de tachi. Adotada pela alta aristocracia, as tachi foram as precurssoras das katanás dos samurais. Refinadas e decoradas, as tachi tinham mais função cerimonial do que uso em batalha.

A NECESSIDADE FEZ A ESPADA

Embora espadas tenham existido desde a Antigüidade no Japão, nem sempre elas foram símbolo de uma classe guerreira e nem eram exatamente populares. Antes de se tornarem a classe governante no Japão, os samurais eram acima de tudo exímios cavaleiros e habilidosos arqueiros. Tão marcante era tal habilidade dos samurais, que o código de conduta deles era chamado de Kyûba no Michi (O Caminho do Arco e do Cavalo).

Surgido no século X, o Kyûba no Michi era um conjunto de ensinamentos que procurava impor regras de conduta moral e de etiqueta na guerra, em tempos nos quais não haviam leis ou normas escritas para tanto. Além de preconizar treinamento físico, defendia ideais de coragem, de destemor à morte, de impassividade e de cavalheirismo, sendo um dos deveres do samurai proteger as mulheres. De influência xintoísta, o Kyûba no Michi transmitia valores de ética e comportamento usando figuras de linguagem com as armas e objetos usados pelos samurais.

No raciocínio do Kyûba no Michi, a espada representa o homem, e a bainha a mulher. Além do sentido fálico, há a conotação de que a espada representa características consideradas "masculinas", como poder, força e agressividade. Por isso, o complemento ideal da espada é a saya (bainha), que representa características "femininas", como beleza e passividade. "Uma bainha sem espada é um ornamento oco; uma espada sem bainha é usada em demasia", diz um dos antigos provérbios que sobreviveu até nossos dias. Tais ideais práticos foram posteriormente alterados e substituídos na Era Edo (1603-1867), com o advento do Bushido (O Caminho do Guerreiro). Até meados do século XV, a arma mais popular era a yari (espada curta, reta ou curva, montada num cabo longo como uma lança), típica dos ashigaru (guerreiro à pé, de camada inferior).

Um confronto histórico marcou o desenvolvimento da espada que se tornaria sinônimo de espada japonesa: a kataná. Em 1274, o imperador mongol da China, Kublai Khan, neto do conquistador Genghis Khan, enviou tropas por mar para invadir o Japão. Embora os japoneses tenham conseguido rechaçar a invasão, perceberam que os mongóis possuiam armaduras mais resistentes e que precisavam de espadas mais eficientes. Certos de que os mongóis fariam uma outra tentativa de invasão, os japoneses desenvolveram a kataná, espada levemente encurvada com ponta em forma de cunha, empunhadura longa para duas mãos e lâmina comprida com corte unilateral, medidindo em média de 60 a 70 cm.

Podendo ser segurada com as duas mãos, um golpe com a kataná aproveita toda a força de uma pessoa de modo mais eficaz. Sua forma é ideal para rápidos golpes de corte. Sua lâmina larga e resistente é praticamente inquebrável, e a ponta em forma de cunha permitia atravessar a armadura mongol. Quando os mongóis voltaram a atacar, em 1281, a kataná foi posta à prova. Encontrando os japoneses melhor preparados, os mongóis não conseguiram conquistar territórios ao desembarcar, e tiveram que voltar aos seus navios. Um tufão varreu a frota mongol, afundando-a de vez. A este evento natural os japoneses deram o nome de kamikaze (vento divino), acreditando que os deuses haviam enviado o tufão para proteger o Japão.

Em tempos de paz, mestres alfagemes tinham tempo e inclinação para fazer espadas refinadas e artísticas, mas em tempos de guerra a demanda é por quantidade, e a qualidade é colocada em plano secundário. Na Era Kamakura (1192-1333) foram criadas técnicas altamente artísticas, a ponto deste período também ser conhecido como a "era dourada" da manufatura de espadas. Foi nesse período que viveu Gorõ Nyûdõ Masamune, conhecido como "Masamune", considerado o maior mestre artesão de espadas de todos os tempos, e muitos de seus famosos e renomados discípulos, como Kunitsugu Rai, Sadamune Soshu e Yoshihiro Go. Entretanto, na Era Muromachi (1333-1573), sangrentas e contínuas guerras internas no Japão tornaram-se norma. O enfraquecimento do poder imperial deu lugar a disputas entre daimyõs (líderes feudais), uns contra os outros na disputa pelo poder sobre o país, e permitiu a ascenção dos samurais à classe dominante. Muitas espadas de boa qualidade encomendadas pelos emergentes daimyõs foram feitas nesse período, mas a necessidade de armar crescentes tropas particulares de samurais fez com que as altamente artísticas técnicas da Era Kamakura fossem abandonadas em favor de espadas utilitárias.

UM NOVO PAPEL PARA A ESPADA

Basicamente armados com espadas, lanças e arcos-e-flechas, os exércitos particulares dos daimyõs tinham forças equilibradas, e esse período de guerras intermináveis arrastou-se por séculos. Em 1543 um fato novo mudou tal situação: navegantes portugueses - os primeiros ocidentais a chegar ao Japão - introduziram armas de fogo no país: os arcabuzes, chamados de teppõ pelos japoneses. As armas de fogo foram rapidamente assimiladas pelos daimyõs, que as entregaram as suas fileiras de ashigarus. Foi com o uso criterioso de arcabuzes que Nobunaga Oda, filho de um pequeno senhor de terras, alcançou proeminência derrotando grandes e tradicionais daimyõs, tomou a capital Kyoto e se fez shõgun (general supremo, governante de fato do Japão) em 1568. Em termos de eficiência em batalha, as armas de fogo superavam as melhores espadas e os melhores espadachins. Em 1588, Hideyoshi Toyotomi, um general de Oda, fez publicar o Kataná-gari, édito que proibiu a todos os que não fossem membros do bushi (classe guerreira) a posse ou porte da espada. A partir de então, a kataná tornou-se sinônimo de samurai, enquanto as armas de fogo só eram usadas por plebeus.

Quando Ieyasu Tokugawa, outro general de Oda, unifica o país e toma o poder em 1603 assumindo o título de shõgun, inicia-se no Japão um período de paz interna, marcado por uma crescente política isolacionista do resto do mundo, e a ascenção da classe samurai ao governo e ao topo da pirâmide social. Neste período, conhecido como Era Edo (1603-1867), o governo xogunal exercido por descendentes de Tokugawa passaram a restringir a fabricação e o uso de armas de fogo, a ponto de praticamente tirá-las de circulação. Paralelamente a essas medidas, tornou-se crescente a política de valorização da kataná.

O conceito da kataná como "alma do samurai" tem suas raízes no início do xogunato Tokugawa. Embora culturalmente sempre tenha havido uma reverência pela espada, a ídéia de "alma" adveio de uma necessidade do governo de dar presentes de alto valor para nobres e líderes aliados. Séculos antes, tais presentes seriam concessões de terras, mas nos tempos do xogunato as terras existentes já tinham proprietários e novos territórios, num arquipélago, eram quase impossíveis de se obter. Katanás de qualidade e de acabamento artístico passaram a ser manufaturadas com tal finalidade. Espadas antigas, de alta qualidade e feitas por artesãos renomados, passaram a ser consideradas presentes extremamente especiais, reservadas a membros da família do shõgun. Nesta época surge a arte do kantei: a habilidade de avaliar uma espada de acordo com a época que foi feita, o fabricante e a qualidade, bem como a de apreciar suas características e mínimos detalhes, como as variações de ondulação e brilho da hada, têmpera da lâmina que se assemelha visualmente ao cerne de madeira de lei.

Visando se manter indefinidamente no poder, o clã Tokugawa interveio em todos os aspectos da vida na sociedade japonesa por meio de leis, impôs regras de etiqueta na corte em Edo, e patrocinou publicações para serem adotadas no ensino e treinamento dos samurais. Num período sem guerras, os samurais tornaram-se fundamentalmente funcionários públicos e burocratas, e apenas num sistema que privilegiasse a obediência cega os Tokugawa conseguiriam alguma fidelidade dos samurais e se manteriam no poder. Foi sob tais circunstâncias históricas que nasceu o Bushido (O Caminho do Guerreiro).

Assim, a espada ganhou enorme função simbólica na sociedade japonesa. Símbolo da classe dominante, ela impunha às pessoas comuns mais medo que respeito pelos samurais, uma vez que estes tinham literalmente licença para matar de imediato qualquer popular que eles entendessem ter agido desrespeitosamente. Na etiqueta palaciana, o modo pelo qual se portava ou segurava a espada podia ser entendido como um ato de traição punível com a morte. Por ter apenas desembainhado sua espada no palácio do shõgun em 1701, embora diante de grave e desonesta provocação de um inimigo, Naganori Asano, daimyõ do feudo de Akõ, foi condenado a cometer seppuku (suicídio ritual). Mesmo destituídos de mestre e desonrados, ex-samurais de Asano se uniram num engenhoso plano e mataram o homem responsável pela morte de seu mestre, passando para a história como os heróis da Akõgishi (Crônicas dos Bravos de Akõ), conhecida na dramaturgia japonesa como Chûshingura (O Tesouro dos Leais Servidores), ou "Os 47 Ronins".

O BANIMENTO DA KATANÁ

Ao longo do século XIX, o Japão sofreu fortes pressões das potências ocidentais para abrir seus portos, até que finalmente o governo Tokugawa entrou em colapso. Após uma guerra civil entre defensores do isolacionismo xogunal e dos que queriam a restauração do poder ao imperador, com a abertura do Japão ao ocidente, adveio a chamada Era Meiji (1868-1912).

Entretanto, não se mudam hábitos e valores de séculos do dia para a noite, e houve resistência dos samurais, mesmo diante da derrota na guerra civil e da irreversível modernização do país. Em 1876, o imperador Meiji baixou o édito Haitorei, que proibiu a todos indistintamente o porte de armas de fogo e e armas brancas. Proibidos de portar suas espadas, os samurais passaram à condição de cidadãos comuns, e do dia para a noite a atividade de produção de katanás foi cortada a zero. A maioria dos alfagemes foram obrigados a sobreviver de outras atividades; alguns poucos passaram a produzir tesouras, facas de cozinha e ferramentas de corte para marcenaria (áreas nas quais curiosamente o Japão até hoje é internacionalmente reconhecido por sua alta qualidade). Tamanho foi o descontentamento e decepção dos samurais com o Haitorei, que em 1877 uma rebelião liderada por Takamori Saigo, samurai que durante a guerra civil apoiou a restauração imperial e foi um dos líderes intelectuais do novo governo, reuniu milhares de samurais em Kagoshima, sul do Japão. Armadas com modernas armas de fogo, tropas imperiais sufocaram a rebelião e Saigo cometeu suicídio ritual.

Posteriormente, à medida que a militarização cresceu no Japão avançando pelo século XX, a necessidade de armar soldados com espadas retomou a produção, mas a quantidade requereu fabricação industrial. As katanás "Tipo 94" e "Tipo 95", feitas para oficiais do exército e da marinha até a 2ª Guerra Mundial, pareciam-se com katanás tradicionais, mas eram feitas de uma única placa metal industrializado, recebendo um número de série ao invés da assinatura de um artesão. Houve, felizmente, alguns indivíduos que procuraram preservar a manufatura tradicional com acabamento artístico neste período infeliz, como os membros da família Gassan. Um deles, Sadakatsu Gassan, chegou a receber o prestigioso título de "Tesouro (ou Patrimônio) Vivo Nacional", dado a artistas que contribuiram sobremaneira à identidade japonesa.

Com a derrota na 2ª Guerra, e sob o governo de ocupação americano (1945-1952), as forças armadas japonesas foram dissolvidas e a produção de katanás, que devido ao conflito adquiriram a imagem de "arma maligna símbolo do inimigo", foi proibida e adotaram-se medidas para recolher todas as espadas que estivessem em posse da população, a fim de destruí-las. Diante de tal situação, um senhor chamado Junji Honma pediu uma audiência pessoal com o comandante do governo de ocupação, o general Douglas MacArthur. Neste encontro, o professor Honma apresentou ao general várias espadas japonesas de diferentes períodos históricos, e rapidamente MacArthur aprendeu a diferenciar uma espada de valor artístico de uma mera espada utilitária. Graças a esta reunião, muitas espadas foram salvas da destruição, e o general amenizou as medidas de destruição de espadas limitando-as às guntõ ("espadas das forças armadas", katanás produzidas em série), permitindo que espadas de valor artístico pudessem ser preservadas e possuidas por particulares. Mesmo assim, muitas katanás foram vendidas a soldados americanos, que as compravam por uma ninharia. Outras, como ocorre em tempos de guerra, foram roubadas. Outras foram escondidas pela população, e assim permanecem. Por esta razão, há mais katanás hoje nos Estados Unidos que no Japão - cerca de um milhão de espadas - a maioria guntõ tiradas de soldados japoneses mortos na guerra .

No pós-guerra o prof. Honma fundou a Nippon Bijutsu Tõken Hozon Kyõkai (Sociedade Para a Preservação das Espadas Artísticas do Japão), em torno da qual reuniram-se os poucos alfagemes e especialistas que hoje se dedicam a preservar a arte e a tradição das espadas japonesas. Mas boa parte do esforço da entidade está em divulgar a espada japonesa, mesmo para os japoneses. Calcula-se que não mais de 1% dos japoneses atualmente tenha visto ou empunhado uma kataná tradicional legítima. Uma série de motivos cercou a espada japonesa de rituais e etiqueta, que levam a restringir sua exibição a estranhos que não sejam seus possuidores, dificultando mais ainda que as pessoas tenham algum conhecimento do assunto e preservem sua tradição. Somente a partir da criação da Nippon Bijutsu Tõken Hozon Kyõkai, devidamente autorizada pelas forças de ocupação e reconhecida pelo governo japonês, que estudiosos e conhecedores da nihontõ puderam ter acesso a coleções particulares e realizar exposições.

Atualmente fabricam-se versões industrializadas e baratas de katanás sem corte, para mera decoração ou para prática esportiva de artes marciais. A maioria das vendidas no ocidente são feitas na China. Imitações produzidas em série, tais espadas carecem de acabamento artesanal ou artístico e são pouco resistentes, podendo facilmente quebrar-se ao receber o golpe de outra kataná.

PROCESSO DE MANUFATURA DE UMA KATANÁ

Antigamente, o processo de manufatura de uma espada era considerado um ato sagrado, um ritual religioso. Mestres alfagemes eram, via de regra, monges ou seguidores da seita Yamabushi (seita asceta de origem xintoísta, posteriormente absorvida por escolas budistas), ou da Shugendõ (seita derivada da Yamabushi, também conhecida como "budismo de montanha"). Antes de começar a forjar uma espada, esses artesãos realizavam ritos de purificação corporal, e abstinham-se de saquê e de sexo enquanto a espada não fosse terminada. Eles acreditavam que kamis (espíritos, deuses) os inspiravam e os acompanhavam no processo, e por isso cada espada tornava-se "moradia" de um espírito quando terminada.

Após a 2ª Guerra Mundial, muito do conhecimento da fabricação tradicional artesanal da kataná se perdeu. Atualmente, por iniciativas individuais de apreciadores que se dedicam à recuperação de tais técnicas, alguns artífices retomaram a manufatura tradicional de katanás pesquisando antigos escritos e ilustrações ainda existentes sobre o assunto. Arami Meizukushi, um tratado sobre espadas escrito por Hakuryûshi (pseudônimo de Katsuhisa Kanda) em 1712, virou obra de referência. Artigos escritos por Munetsugu, mestre alfageme que viveu no século XIX e viajou por todo o Japão ensinando sua arte, gerando uma onda de produção de katanás hoje chamada de Movimento da Shin-shintõ (novíssima espada japonesa), formam um evangelho para os modernos artesãos. A criação da Nippon Bijutsu Tõken Hozon Kyõkai (Sociedade Para a Preservação das Espadas Artísticas do Japão) centralizou tais esforços, e mantém a missão de divulgar e preservar espadas e técnicas tradicionais de produção.

Tanto antigamente como hoje, uma kataná tradicional é basicamente feita com três instrumentos rudimentares: uma tenaz, um malho e uma bigorna. O processo baseia-se no antigo método chinês de aquecer, dobrar e achatar o metal repetidas vezes, até conseguir dar a forma que se deseja ao metal. Apesar de ser um trabalho fisicamente estressante, sujo e em ambiente quente, os ferreiros japoneses vestem-se de branco.

O que dá à kataná sua especial característica de resistência - praticamente inquebrável e capaz de cortar o cano de uma metralhadora - está no uso de dois tipos de metal fundidos numa só lâmina. Primeiramente aquece-se, bate-se e molda-se o "miolo" da lâmina com um metal mais "mole", e numa segunda etapa, acrescenta-se uma capa de metal mais "duro", que ficará na parte externa. Repete-se o processo de aquecer, bater e moldar quantas vezes forem necessárias o "sanduíche" de metais de diferentes resistências, até se obter uma única lâmina. Blocos de metais de diferentes resistências são basicamente obtidos variando-se a quantidade de ferro e carbono na composição de cada bloco. A "dura" área externa da lâmina é ideal para ser polida e e afiada. O interior "mole" absorve o impacto que a lâmina recebe ao se chocar com outra área dura, evitando que ela se parta.

A diferença de composição das ligas de metal é crucial na formação da curvatura da kataná. Embora o alfageme molde a lâmina enquanto o metal está quente, o formato preciso desejado pelo artesão só será obtido no súbito resfriamento final, quando ele mergulhar a lâmina em água. Antes de resfriar a lâmina, ele passa argila onde ela será afiada, e o modo pelo qual ele mergulha a lâmina na água define se a lâmina se tornará uma espada, ou se o artesão precisará recomeçar o trabalho do zero. A diferença de composição dos metais no interior e no exterior da lâmina faz com que, no resfriamento, a lâmina se contraia e produza a forma final da curvatura. Neste instante, é comum que a lâmina sofra rachaduras, ou fique com uma curvatura incorreta ou indesejada, e o trabalho seja perdido. Em média, 5 lâminas são descartadas, e na sexta tentativa é que o artesão consegue aquela que irá finalmente tornar-se uma espada, o que torna todo o processo demorado (que varia de horas a semanas). Na área que foi coberta com argila, aparecem as primeiras formas da hada (têmpera ondulada). O uso de metais de diferentes resistências na moldagem da lâmina e o modo de encurvar a lâmina são processos desenvolvidos pela metalurgia tradicional japonesa.

A lâmina produzida pelo alfageme vai em seguida para outro especialista: o polidor. Usando apenas pedras para polir e afiar e as próprias mãos, o polidor exaustivamente esfrega a lâmina até obter o máximo de seu brilho e dar-lhe um corte afiado como o de uma navalha. Nas mãos dele os detalhes da hada virão à tona no máximo de seu esplendor. Finalmente, a lâmina estará pronta para ir para outro mestre: o montador. Verdadeiro artista, o montador não apenas faz o acabamento da lâmina, montando os acessórios fabricados pelo alfageme já devidamente limpos pelo polidor, como irá preparar a empunhadura com fitas de tecido resistentes habilmente trançadas e pequenas peças decorativas em bronze, osso ou marfim (algumas dessas peças são amuletos). Por fim, é feita a peça maior do montador: a saya (bainha). Feita em couro ou madeira, encerada ou laqueada, a saya é feita para acondicionar a kataná e seus acessórios com precisão, de tal modo que cada saya serve apenas para a kataná para a qual ela foi feita. Entre polimento e montagem, é comum que se demore mais 3 ou 4 semanas.

Finalmente, a kataná pronta volta ao alfageme, que fará a análise final para certificar-se de que a espada atende suas expectativas. Aprovada, a espada está apta a receber a mei, a assinatura do artesão (quando a espada não é assinada, ela é chamada de mumei kataná, "espada sem assinatura"). Após um ritual para purificar e consagrar a nova espada, ela está pronta para cumprir seu destino, seja qual ele for.

TIPOS DE ESPADAS JAPONESAS


A grande maioria das espadas japonesas legítimas foi feita artesanalmente e sob encomenda, adequando-se a características e necessidades pessoais. Isso faz com que nenhuma espada seja exatamente igual a outra, e que nenhuma padronização de medidas tenha sido aplicada com absoluta precisão, mesmo quando houve produção maciça de katanás.

Espadas japonesas são medidas em unidades de shaku (1 shaku mede aproximadamente 30,3 centímetros), ou 10/33 metros. Também existem as medidas sun (um décimo de shaku), bu (um centésimo de shaku) e rin (um milésimo de shaku).

- Chisa-kataná: é uma kataná média, medindo entre 60 e 70 cm (um pouco mais longo que a wakizashi, mas mais curto que a kataná).

- Daitõ: nome que se dá a qualquer espada longa, com lâmina medindo mais de 2 shaku (mais de 60 cm).

- Daisho: nome que se dá ao conjunto de uma kataná com uma wakizashi (duas espadas de samurai similares, diferentes apenas no comprimento).

- Kataná: espada curva com ponta em forma de cunha, empunhadura longa para duas mãos e lâmina comprida com corte unilateral, medidindo em média de 60 a 70 cm, podendo ser mais longa. Ideal para rápidos golpes de corte e resistente, foi adotada pela classe guerreira (bushi).

- Kodachi: é a tachi curta, com lâmina que mede mais de 1 shaku e menos de 2 (entre 30 e 60 cm).

- Kozuka: pequena e fina faca utilitária, feita para se encaixar entre a saya (bainha) e a tsuba (guarda, placa redonda chata e vazada para proteger as mãos) de uma kataná. Seu cabo trabalhado serve de complemento decorativo da saya.

- Naginata: espada curta montada num cabo longo, lança. Também chamada de yari.

- Nodachi: kataná extraordinariamente longa, chegando a medir 3 shaku (90 cm), que é carregada nas costas. É o mesmo que õdachi.

- Sai: tridente com lâmina central mais longa que as lâminas laterais, usada para deter golpes de um adversário com uma kataná. Dela deriva o jitte, cassetete fino de metal sem ponta viva, com um gancho no lugar do copo da empunhadura, usada por policiais na Era Edo (1603-1867).

- Shotõ: nome que se dá a qualquer espada curta, com lâmina medindo mais de 1 shaku e menos de 2 (entre 30 e 60 cm).

- Tachi: refinada espada pronunciadamente encurvada de ponta dupla, com corte de um só lado da lâmina. Longa (75cm em média), usada pendurada por correntes com uma cinta, esse tipo de espada foi adotada pela alta aristocracia a partir do séc. VII.

- Tantõ: adaga; lâmina com menos de 1 shaku (30 cm). Usada em suicídio ritual.

- Tsurugi: espada de dois gumes e ponta dupla, similar às espadas ocidentais antigas, feita no Japão na Antigüidade. Seu formato e forma de fabricação baseavam-se em modelos e técnicas da China.

- Wakizashi: é a kataná curta, medindo de 30 a 60 cm.

CLASSIFICAÇÃO HISTÓRICA DAS ESPADAS JAPONESAS

Espadas japonesas, de acordo com a época em que foram produzidas, são classificadas nos períodos abaixo descritos. Há porém discrepâncias entre as datas exatas do período de abrangência de tais períodos, que variam de acordo com a fonte de informação ou autor. A classificação a seguir consta da "Japan Encyclopedia" de Louis Fréderic, publicada pela Universidade de Harvard.

- Jokotõ: "espada antiga"; engloba espadas manufaturadas até meados da Era Heian (794 -1192), por volta do ano 900. Também é chamado de período Chokutõ.

- Kotõ: "espada velha"; espadas feitas entre o ano 900 até o final da Era Muromachi (1333-1573)

- Shintõ: "espada nova"; as que foram manufaturadas do início da Era Azuchi-Momoyama (1574-1603) a meados da Era Edo (1603-1867), por volta de 1804.

- Shin-shintõ: "espada novíssima", ou "espada moderna"; classificação genérica para todas as espadas feitas a partir de 1804.

- Fukkõtõ: "espada do ressurgimento"; especifica espadas feitas de 1804 ao fim da Era Edo (1867).

- Kyûshintõ: espadas feitas do início da Era Meiji (1868-1912) a 1937, quando se inicia a intervenção na China, ano que os japoneses consideram o início da 2ª Guerra.

- Shinguntõ: "espada do exército"; feitas de 1937 a 1945 (fim da 2ª Guerra Mundial) para o exército.

- Kaiguntõ: "espada da marinha"; feitas de 1937 a 1945 (fim da 2ª Guerra Mundial) para a marinha.

(obs.: tanto as "espadas do exército" como as "espadas da marinha" são classificadas genericamente como Guntõ, "espadas das forças armadas")

PARA SABER MAIS SOBRE A ESPADA JAPONESA

O site Cultura Japonesa recomenda os seguintes livros:

-THE CONNOISEUR'S BOOK OF JAPANESE SWORDS, de Kokan Nagayama, publicado pela Kodansha International.

-THE CRAFT OF THE JAPANESE SWORD, de Leon e Hiroko Kapp, publicado pela Kodansha Intl.

-THE JAPANESE SWORD: A COMPREHENSIVE GUIDE, de Kanzan Sato, publicado pela Kodansha Intl.

Os livros acima podem ser adquiridos pela internet, através dos sites da Amazon (www.amazon.com) e da Barnes & Noble (www.bn.com), ou por encomenda através da Casa Ono (casaono@uol.com.br).

-A MAGIA DA ESPADA JAPONESA, de George Guimarães, publicado pela Cultrix. Difícil de encontrar disponível em lojas, mas pode ser encomendado através das livrarias Saraiva e Cultura.

-JAPÃO, A HARMONIA DOS CONTRÁRIOS, de Benedicto Ferri de Barros, publicado por T.A. Queiroz. Embora esteja esgotado, o livro é suscinto e ideal para os que querem se iniciar no assunto. O autor foi o primeiro brasileiro reconhecido como especialista em espadas japonesas e membro da Nippon Bijutsu Tõken Hozon Kyõkai (Sociedade Para a Preservação das Espadas Artísticas do Japão). Disponível para consulta na biblioteca da Fundação Japão (Av. Paulista, 37 - 2º and., São Paulo/SP).

Na tevê paga, o canal History Channel freqüentemente reprisa o ótimo documentário MESTRES: MASAMUNE, sobre o artesão que viveu no século XIII e que é considerado o melhor forjador de espadas do Japão de todos os tempos. É preciso consultar na grade de programação ou com a operadora quando o documentário virá ao ar novamente.

fonte:www.culturajaponesa.com.br

sexta-feira, 14 de maio de 2010

E se eu fosse um mangá?

Bom gente,se eu fosse um mangá,eu não gostaria de ser,veja só como ficou a cantora Shakira depois de um photoshop!fora que o cisco no olho ia vir direto!kkk...mas hoje só postei um pouco de besteira mesmo!Só pra gente se divertir um pouco! =)

carro tunado com pintura de mangá.











Gente, sou fã de Yu-Yu Hakusho,e vi esse carro pintado com o Hyei,achei super lindo.É uma boa ideia né?Ter um mangá assim no carro.Por isso coloquei mais uns carros com mangás aqui.E clicando em qualquer imagem ela ficará maior e você poderá usar de wallpaper se quiser.=)




nendoroids































































































































































































Bom,ja postei antes sobre nendoroids,mas resolvi colocar mais uns modelos pra vocês verem o quão bem feitos e lindos eles são.=)

NENDOROIDS que isso?
















Bom esses bonecos aqui super fofos que dá uma vontade de ter um de cada ,são conhecidos como Nendoroids,medem 14 cm de altura e tem a cabeça maior que o corpo.PaRECE UM sUper DeformeR! (DF).

casa de boneca no estilo Japonês










Muito bacana estes dois “playsets dioramas” da Phat Company Japan feitos sob medida para as figuras japonesas Nendoroids.

Os playset recriam dois ambientes no tradicional estilo japonês nos mínimos detalhes com portas deslizantes, tatames e tudo mais!

O Japanese Life Set A – Dining Set retrata uma sala de jantar japonesa com peixe grelhado na mesa, escultura de urso, almofada para sentar, chopsticks e pote de arroz. O Life Set A mede aproximadamente 16 cm de altura e custa ¥1.890 (R$45).



O Japanese Life Set B – Guestroom Set recria um quarto de hóspedes no estilo japonês com porta deslizante, tatame, katana, bacia de metal, pratos com dango, lanterna e serviço de chá. O Life Set B tem o mesmo tamanho e preço do Set A.

Os dois sets podem ser interconectados e se transformam numa casa de bonecas japonesa muito legal!

Os playsets foram projetados para as figuras Nendoroids, bonequinhos japoneses que medem 14 cm de altura e têm a cabeça desproporcionalmente grande com faces, braços e pernas intercambiáveis. Os Nendoroids são maiores que as famosas figuras das máquinas gachapon e são feitos com melhor qualidade e pintura mais caprichada.

Via Dannychoo.com – Your portal to Japan.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Dorama- Yamato Nadeshiko Shichi Henge


Yamato Nadeshiko Shichi Henge
Diretor: Ishii Yasuharu
Produção: TBS
Nº de Episódios: 10
Ano: 2010

Yamato Nadeshiko Shichi Henge, dorama adaptado de um mangá de mesmo nome da autoria de Tomoko Hayakawa publicado na revista Bessatsu Friend da Kodansha desde 2000 e que continua até hoje tendo no total 24 volumes. Em 2006 o mangá ganhou um anime feito pela Nippon Animation que teve 25 episódios e agora, em 2010, foi a vez de a série ganhar o seu dorama.

YamaNade (como também é chamado) conta a história de Nakahara Sunako(Oomasa Aya), uma garota que tem um trauma quanto a sua aparência por ter sido chamada de feia pelo garoto que ela gostava na escola. Após o ocorrido, Sunako se tornou totalmente anti-social tendo costumes não muito comuns e gostos que nada lembram uma garota colegial normal. Sunako é sobrinha de uma mulher bem rica chamada Nakahara Mine (Takashima Reiko), dona de uma mansão gigantesca e que a aluga para quatro caras: Kyohei Takano (Kamenashi Kazuya), um rapaz incialmente fechado que não gosta de si devido a problemas que tivera no passado quanto ao seu jeito e sua aparência; Oda Takenaga (Uchi Hiroki), o mais inteligente da turma, mas que peca um pouco em tomar a iniciativa em qualquer coisa; Toyama Yukinojo (Tegoshi Yuya), o garoto feliz e contente da casa que acredita que tudo pode ser resolvido com amor e Morii Ranmaru (Miyao Shuntaro), o pegador sem escrúpulos da galera. Há também o filho da dona da casa, Nakahara Takeru (Seishirou Kato), que apesar de ser uma criança, às vezes consegue ser bem mais sério do que todos os outros sendo ele um personagem exclusivo do dorama.

Certa vez, a dona da casa que sempre está viajando, faz uma videoconferência de dentro do seu avião para a casa e avisa para os moradores que sua sobrinha irá passar um tempo no lugar e que eles tem uma missão: Transformar a garota numa Yamato Nadeshiko, ou seja, numa verdadeira princesa cheia de classe e estilo como ninguém. A recompensa para os 4 rapazes por este serviço é a de que fazendo isso eles estariam isentos de pagar aluguel e poderiam ficar na casa o tempo que quisessem. Vendo esta oportunidade os quatro aceitam o desafio, mas ao ver Sunako, percebem que isso não será algo tão fácil de conseguir, principalmente pelo estranho modo como Sunako encara as pessoas a sua volta e o seu próprio estilo de vida.

O dorama com o passar dos episódios vai mostrando a evolução da convivência entre Sunako e o restante da casa, dando mais ênfase em Kyouhei, que aqui, é quase o protagonista da série. A relação entre Kyouhei e Sunako chega a extremos de raiva e ódio a momentos que beiram amor mostrando de uma maneira muito divertida (e as vezes até maluca), como os dois poderão conviver no mesmo teto com diferenças que inicialmente parecem ser bem grandes mas que depois eles acabam descobrindo que não estão tão distantes assim. O começo do dorama é bem diferente da história original, principalmente pelo fato de Takeru ser inserido na história, fazendo com que o rumo da mesma tome uma direção alternativa. Da metade pro final essa modificação é levemente corrigida e o dorama no seu final é bem parecido com o que se pode ver no anime exibido em 2006 tendo, claro, as suas devidas relações com o enredo. Os atores estão ótimos e bem divertidos com o Kame mais uma vez fazendo um personagem que me arrancou boas risadas. A Oomasa Aya fazendo a Sunako ficou PERFEITA, absolutamente igual à personagem de origem tendo uma interpretação extremamente bem feita e uma produção muito competente.

YamaNade é um dorama de comédia e romance que eu gostei muito de assistir, principalmente pelo seu desenvolvimento que não se perdeu durante os episódios e seu final que fechou muito bem o dorama. Vale a pena não só pelos atores, mas também por tudo o que está envolvido na série. Gostei bastante e recomendo a todos que querem se divertir num dorama bem maluco e cheio de coisas e efeitos que farão você rir bastante.


fonte:mithril.

Dorama - Otomen




Otomen conta a história de Masamune Asuka (Okada Masaki), um garoto extremamente popular no colégio onde estuda por ser, além de um cavalheiro com todos, o capitão do time de Kendô do lugar e um dos melhores do país no esporte. Todos consideram Masamune o homem a ser seguido na escola por todas as qualidades do rapaz. Porém, Masamune por trás de toda essa sua aparência de machão esconde uma personalidade tranquila e que gosta de coisas fofas, culinária, ler mangas shoujo e diversos outros fatores que são totalmente o oposto do que ele demonstra na frente de todos. Isso se deve ao fato do pai de Masamune, quando o cara era apenas um garoto, ter revelado para a esposa que tinha o desejo de se tornar uma mulher, deixando a mãe de Masamune em estado de choque, fazendo assim com que o filho prometesse que nunca iria seguir os passos do pai e que se tornaria o cara mais masculino de todo o Japão.

As coisas na vida de Masamune começam a mudar quando ele conhece a bela Miyakozuka Ryo (Kaho), uma aluna transferida que tem uma personalidade muito forte e que mesmo sem querer, é bastante bruta com tudo o que faz por ter sido criada com seu pai, um mestre do Kendô. Miyakozuka-san, como normalmente é chamada pelos colegas, é muito inocente, porém briga todas as forças (mesmo) quando acha que algo está errado. Esse lado inocente e meio desajeitado de Miyakozuka-san acaba fazendo com que Masamune comece a se apaixonar pela garota, mas será que rapaz conseguirá esconder o seu segredo de gostar de coisas fofas dela e de todos sem perder a sua postura de machão diante dos amigos e o resto do pessoal da escola?

O dorama, que foi baseado no mangá homônimo de Kanno Aya que inclusive é publicado no Brasil pela Panini Comics, tem em seu nome uma característica que é demonstrada durante toda a série: Otomen, que significa “Homem feminino”. Okada Masaki fez um ótimo trabalho interpretando o Masamune, pois o personagem é sério e hilário na medida certa, principalmente quando se trata de seu segredo onde o mesmo faz de tudo para que a mãe e os colegas não saibam. A Miyakozuka-san, interpretada pela Kaho, também é uma personagem que me deixou extremamente surpreso e feliz. A atriz fez a personagem do mangá de Kanno Aya ficar de um jeito muito natural e espontâneo no dorama, deixando-o assim ainda mais legal de se ver.

Porém, falar de Otomen e não citar os personagens secundários do dorama seria uma falha tremenda. Assim como muitos animes, mangas e doramas de comédia escolar, existem na trama vários outros personagens, normalmente da mesma sala dos principais, que em alguns momentos roubam totalmente a cena com situações de chorar de rir. Se não bastasse isso, Otomen faz ainda diversas citações à outras séries e até a si mesma, com um mangá fictício da trama que tem o traço original da autora, chamado Love Chick, desenhado por um dos colegas de Masamune e Miyakozuka-san contando exatamente o relacionamento entre os dois. Fora outros personagens que deixam a série ainda melhor como os professores e os amigos de Masamune, um mais doido que o outro.

Otomen
Diretor: Tanimura Masaki
Produção: Fuji TV
Nº de Episódios: 12
Ano: 2009

fonte:mithril.

Dorama - ichi rittoru no namida


1 Litro de Lágrimas (em japonês: Ichi rittoru no namida?, também chamado de Diário das Lágrimas) é um drama japonês da Fuji Television sobre uma garota diagnosticada com uma doença degenerativa incurável aos 15 anos, mas que foi capaz de continuar com sua vida até sua morte, aos 25 anos.

O drama é uma adaptação do diário de uma garota japonesa chamada Aya Kitō, que sofreu degeneração espinocerebelar. Ela começou a manter um diário por sugestão de seu médico e continuou a escrever até que não conseguisse mais segurar uma caneta. O diário, intitulado 1 Litre no Namida, foi publicado logo após sua morte.

Enredo :
Aya é uma menina de 15 anos, filha de uma família simples. O pai possui uma loja de tofu, a mãe, Shioka, é higienista e os três irmãos, Ako, Hiroki e Rika. Entretanto, a vida de Aya vai, aos poucos, mudando, ao perceber que tem levado tombos freqüentemente e anda de um modo estranho. A mãe, Shioka, pede para que Aya vá ao médico para ser examinada.

O médico informa que Aya tem degeneração espinocerebelar - uma doença que deteriora o cerebelo gradualmente até o ponto que a vítima não pode andar, falar, escrever, ou comer. A doença não afeta a mente nem a memória.

A partir daí começa uma luta desesperada de sua família e amigos à procura de uma chance de cura para Aya.

Origem :
Este drama foi baseado em uma história real de uma menina de 15 anos que sofreu desta doença incurável, contra a qual lutou até seus 25 anos.

A história foi baseada no diário de Aya Kitō (19 de Julho de 1962 - 23 de Maio de 1988). No diário ela relatava sua luta diária contra a doença.

O livro que surgiu mais tarde intitulado "1 Litro de Lágrimas" vendeu mais de 1,8 milhão de cópias no Japão inteiro.

Suas últimas palavras em seu diário foram: "O fato de eu estar viva é uma coisa tão encantadora e maravilhosa que me faz querer viver mais e mais".

Essa história torna-se mais comovente pelo simples fato de ser uma historia real, ela nos permite que possamos lançar um novo olhar para o nosso cotidiano e enxerguemos que, por mais que tenhamos problemas, existem pessoas que enfrentam dificuldades ainda maiores e nem por isso desistem.

Detalhes:
Título (romaji): 1 rittoru no namida
Formato: Renzoku
Gênero: Escolar, Romance, Drama
Episódios: 11
Exibido: Fuji TV
Período de exibição: 11 de Outubro de 2005 até 20 de Dezembro de 2005
Horário: Terça 21:00
Temas Musicais: "Only Human" por K, "Konayuki" por Remioromen e "Sangatsu Kokonoka" por Remioromen
Drama OST: Ichi Rittoru no Namida OST
Episódios
Ep 01: O Início de minha juventude
Ep 02: 15 anos de idade, a doença que os rouba
Ep 03: Por que esta doença me escolheu?
Ep 04: A Solidão de duas pessoas
Ep 05: Caderno de uma pessoa deficiente
Ep 06: Olhares sem coração
Ep 07: O lugar onde estou
Ep 08: 1 litro de lágrimas
Ep 09: Vivo o agora
Ep 10: Carta de amor
Ep 11: Longe, para o lugar em que as lágrimas secaram .

Elenco:


Sawajiri Erika como Ikeuchi Aya
Yakushimaru Hiroko como Ikeuchi Shioka
Nishikido Ryo como Asou Haruto
Jinnai Takanori como Ikeuchi Mizuo
Narumi Riko como Ikeuchi Ako
Fujiki Naohito como Mizuno Hiroshi
Koide Saori como Sugiura Mari
Sanada Yuma como Ikeuchi Hiroki
Miyoshi Ani como Ikeuchi Rika
Matsuyama Kenichi como Kawamoto Yuji
Matsumoto Kana como Matsumura Saki
Mizutani Momosuke como Onda Kohei
Hashidume Ryo como Nakahara Keita
Katsuno Hiroshi como Asou Yoshifumi
Onishi Asae como Oikawa Asumi
Hamaoka Maya como Oikawa Kikue
Kato Kazuko como Fujimura Madoka
Tonesaku Toshihide como Takano Kiichi
Sato Shigeyuki como Nishino
Aoi
Kawahara Makoto
Endou Yuuya
Hoshino Natsuko
Sato Yuki como Asou Keisuke
Umoto Yuki
Kawaguchi Shouhei ○oº
Créditos:
Trabalho Original: Kito Aya
Escritores: Egashira Michiru, Oshima Satomi , Yokota Rie
Produtor: Kashikawa Satoko
Diretor: Murakami Masanori
Música: Ueda Susumu .


fonte :wikipédia.

dorama - hana yori dango






{Hana Yori Dango-traduzindo = Melhor doces do que flores} é uma série de mangá do gênero comêdia-romantica criado por Yoko Kamio, e publicado entre 1992 e 2003. É considerado o mangá shoujo (para meninas) mais vendido no Japão.

O nome vem do provérbio japonês ‘Melhor doces do que flores’, em referência ao Hanami (festival que celebra o desabrochar das flores de cerejeiras). Nesse festival, as pessoas costumam se reunir embaixo das árvores para apreciar o evento enquanto fazem piquenique. O provérbio critica as pessoas que preferem os doces às flores do festival. Mudando a leitura de kanji de ‘flores’ para ‘meninos’, Kamio também faz uma critica à quem dá muita importância para o ideal romântico dos rapazes, exatamente o que faz toda a Eitoku Gakuen em relação aos F4, na história do mangá.

O mangá ganhou uma versão animada em 1996, com 52 episódios, um filme de curta metragem, com as personagens em uma história paralela, e uma novela dorama em 2006. Os direitos de Hana Yori Dango pertencem a Yoko Kamio, Shueisha, Bandai e Toei Animation.



Enredo

Makino Tsukushi, personagem principal, é uma garota de uma família pobre que, apesar das dificuldades financeiras, conseguiu ser admitida em uma escola de pessoas extremamente ricas. Para que ela possa estudar, sua família passa, com orgulho, por muitas privações, na esperança de que a filha consiga conquistar um herdeiro milionário. Nessa escola, Eitoku Gakuen, os alunos esbanjam suas vantagens financeira, porém, os que mais se destacam são um famoso grupo de quatro rapazes chamado de Flower Four, os F4 (flores no sentido de preciosos), que são os herdeiros das mais poderosas famílias do Japão. Pelo poder financeiro dos seus nomes, eles ditam as regras na escola, passando por cima até mesmo dos professores e diretores. A palavra TSUKUSHI, nome da protagonista, significa erva-daninha. Basicamente é o que a personagem é considerada pelo F4 e o restante da Eitoku Gakuen. No decorrer da história, ela decide agir como o seu nome, e essa é exatamente a personalidade.

Em Eitoku Gakuen, receber uma papel vermelho do F4, é como receber uma sentença de morte. Ir contra eles significa ser desprezado por toda a escola. Quem recebe a tarja, é maltratado cruelmente pelos outros alunos, até sair da escola. Nesse cenário de ostentação, tudo o que Makino Tsukushi deseja é se formar tranquilamente, sem se envolver com os outros alunos. Porém, depois de um incidente, onde ela não pôde ficar calada diante da injustiça do líder do F4, ela recebe a Tarja Vermelha. A partir daí, sua vida nunca mais foi a mesma.

Os membros do F4 são:

Akira Mimasaka, o herdeiro da mais poderosa máfia japonesa;
Soujirou Nishikado, herdeiro da maior escola de cerimônia do chá do país;
Rui Hanazawa, herdeiro de um grande empresário;
Tsukasa Doumyouji, o líder, herdeiro de uma grande corporação, com negócios pelo mundo inteiro.

Novela/dorama :
Em 2006, foi produzido uma adaptação de Hana Yori Dango em dorama (novela japonesa), com 9 episódios, exibidos pela TBS. O sucesso do drama foi tanto que no começo de 2007 o elenco voltou com Hana Yori Dango 2 Returns, com 11 episódios. Agora em 2008, a continuação do dorama irá ganhar uma versão cinematográfica, com Hana Yori Dango Final.

1ª temporada
Exibido entre 21 de outubro à 16 de dezembro. Musicas temas: Wish, do Arashi, e Planetariun, de Otsuka Ai.

2ª temporada
Exibido entre 05 de janeiro à 16 de março. Músicas temas: Love so Sweet, do Arashi e Flavor of Life, de Utada Hikaru.

Elenco :

Informações :
Personagem: Nome em estilo ocidental, nome-sobrenome.
Ator: Ator ou atriz do personagem da versão dorama.
Dublador: Dublador japonês da versão animê.

Personagem - Ator Dublador
Tsukushi Makino Protagonista- Mao Inoue Maki Mochida
Tsukasa Doumyouji Membro do F4- Jun Matsumoto Naoki Miyashita
Rui Hanazawa Membro do F4- Shun Oguri Kouji Yamamoto
Soujirou Nishikado Membro do F4 - Shota Matsuda Yoshihiko Akaida
Akira Mimasaka Membro do F4 - Tsuyoshi Abe Yuuta Mochizuki
Sakurako Sanjo Antagonista -Megumi Sato Mikako Sakurada
Yuuki Matsuoka Amiga de Tsukushi - Aki Nishihara Kanako Tobimatsu
Shizuka Todou amiga de infância dos F4 -Mayumi Sada Keiko Imamura
Haruo Makino pai de Tsukushi - Susumu Kobayashi
Chieko Makino mãe de Tsukushi -Mako Ishino Rumi Watabe
Susumu Makino irmão de Tsukushi -Satoshi Tomiura Takayuki Inoue
Kaede Doumyouji mãe de Tsukasa -Mariko Kaga Mika Doi
Tsubaki Doumyouji irmã de Tsukasa -Nanako Matsushima Chiho Ookawa .

fonte:wikipédia.

O que é DORAMA?




Bom,muita gente me perguntou sobre "DORAMA".


E cá estou eu pra te ajudar a entender um pouco.



Dorama é um termo usado para designar novelas orientais.



Que no caso vem de "drama",do inglês,e como muitas palavras em inglês lembram palavras japonesas,taí então de drama,para "dorama".



Tem variações ,também podem ser chamadas a novelas de j-drama(drama japonês),c-drama(que seria o drama chinês),k-drama(que seriam as novelas coreanas),e também encontramos alguns live-actions baseados de títulos de sucesso de animes ou mangás).